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Comunicar é acolher: a missão da PASCOM começa no encontro com as pessoas


Mais do que produzir fotos, vídeos e postagens, a comunicação pastoral é chamada a cultivar a escuta, fortalecer vínculos e ajudar cada pessoa a se sentir parte da comunidade.

Uma fotografia pode registrar uma celebração, mas nem sempre revela quem chegou sozinho, quem precisava conversar ou quem entrou na igreja pela primeira vez. Perceber essas presenças também faz parte da missão da Pastoral da Comunicação. Antes de preparar conteúdos, o comunicador cristão precisa estar atento às pessoas.

Essa é a reflexão apresentada por Ana Corazza no artigo “Antes das redes, os rostos – A vocação de comunicador vai além da criatividade para postagens”, publicado pela PASCOM Brasil. A autora convida os agentes a compreender a comunicação como uma dimensão da vida comunitária, presente no acolhimento, no diálogo e na maneira de se relacionar.

A missão vai além das telas

As redes sociais ajudam a divulgar atividades e compartilhar a caminhada da Igreja. Entretanto, o serviço pastoral não se resume à qualidade das imagens ou à frequência das publicações.

A identidade cristã do comunicador também se expressa na disposição para servir. Isso significa conhecer a comunidade, ouvir suas necessidades e reconhecer que cada pessoa tem uma história que merece atenção e respeito.

Uma comunicação evangelizadora começa na relação que construímos com o outro. O conteúdo publicado pode ser fruto dessa proximidade, tornando mais visível a vida de uma comunidade que se conhece e se cuida.

Acolher é uma forma de comunicar

A experiência de quem chega à igreja é marcada por gestos simples: uma orientação oferecida com paciência, uma saudação atenciosa ou a disponibilidade para uma conversa.

Essas atitudes comunicam pertencimento. Também ajudam a perceber pessoas que, mesmo participando há muito tempo, podem se sentir distantes da vida comunitária.

Ao desenvolver sua reflexão, Ana Corazza destaca a escuta e a presença como atitudes essenciais ao comunicador cristão. O convite é a participar da vida que se deseja comunicar, com sensibilidade para reconhecer necessidades que nem sempre aparecem diante da câmera.

Um convite à nossa comunidade paroquial

Na Paróquia São João Batista e Santa Teresinha, em Aldeias Altas, essa reflexão pode orientar o olhar de quem serve à comunicação: como registrar nossas celebrações e, ao mesmo tempo, permanecer disponível para as pessoas?

O cuidado com as publicações e a atenção aos irmãos podem caminhar juntos. Conhecer os participantes, dialogar com as pastorais e ouvir quem chega são atitudes que ajudam a produzir uma comunicação mais próxima da realidade paroquial.

Evangelizar pela comunicação é também contribuir para que as pessoas se sintam reconhecidas, ouvidas e acolhidas. Assim, fotos, textos e vídeos passam a expressar relações cultivadas no cotidiano da comunidade.


Texto elaborado a partir da reflexão de Ana Corazza, publicada pela Pascom Brasil em 8 de setembro de 2026.

Leia o artigo original: “Antes das redes, os rostos”.

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